segunda-feira, 17 de novembro de 2014

CÉREBRO POSITRÔNICO

CÉREBRO POSITRÔNICO

Cérebro positrônico
Robô astronômico
Existe um medo tão real
De tudo que é eletrônico

Analógico e virtual
A inteligência artificial nos rege
Seja retrógrado ou herege
Nesse mundo digital

São tantos vírus cibernéticos
Epidemia global
A radiação mais cancerígena
Torna a vida mais nociva

Mas, também tecnológica
Conforto e lógica capital

Ateu Poeta
17/11/2014

terça-feira, 7 de outubro de 2014

MEU MUNDO PAIRA

MEU MUNDO PAIRA

MEU MUNDO PAIRA

O mundo pira no seu rebolado
Meu mundo para no seu requebrado
E tudo paira nesse seu gingado
O coração pula apaixonado

O verso triste desversificado 
E todo mundo de olho vidrado
O resto fica pra depois, de lado
Nessa hora não nada errado

Vamos embora
Estou atrasado 
Eu quero ver-te
Muito encantado

A pista gira, som alucinado
Nada, nenhum e nem ninguém parado

Ateu Poeta
06/10/2014

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

ABISMOS FENÍCIOS

ABISMOS FENÍCIOS

 ABISMOS FENÍCIOS

O instinto destrói toda a sanidade
Cria falsa saciedade do vício
Não obedece às leis da sociedade
Nos joga em abismos fenícios

A verdade não é aforismo da razão
Porque é absoluta
Independe das mentiras dos homens
Com seus deuses cruéis

Uma vez em Esparta e seus cartéis
Melhor ser lutador nos quartéis
Todo mar preso gera imensa maré
Força contida vira onda de explosões

Pressão é a prova
Nada nunca mudou

Ateu Poeta
04/09/2014

segunda-feira, 9 de junho de 2014

FORTALEZA DE ILUSÃO

FORTALEZA DE ILUSÃO

Não sou domador de feras
Guerreiro de heras
Matador de quimeras
Que monta em dragão

Mas plantador da semente de sonhos
Em parco chão
Sem nobreza
Nem leveza de falcão

Aspirando a fortaleza de ilusão
Nesse mar de mentiras
Uns nascem
Outros morrem

Todos correm
Para a mesma armadilha

Ateu Poeta

09/06/2014

sábado, 5 de abril de 2014

SOL EM PANE

SOL EM PANE



SOL EM PANE

Não há mágica na vida
Apenas sonhos e ilusões
Falsas percepções
Em grandes voos

Rajadas de rojões
Porque as verdades são trágicas
Como poesia pesada
Única jornada

Átomos do jamais
Num universo incompleto
Opaco anátema de antíteses e axiomas 
Pão e circo num grito de gol

Arrebol que não vem
Antes da pane do sol

Ateu Poeta
03/04/2014

sábado, 29 de março de 2014

SOBRE A ORIGEM DOS JÊS


SOBRE A ORIGEM DOS JÊS

Ocorreu-me a ideia de que os Jês do Maciço de Baturité desceram para a Guerra dos Bárbaros antes dos Holanda e outras famílias povoarem o Maciço de Baturité por isso não se encontraram as tribos da região devido à dizimação sofrida pela guerra em questão.

Em 2013 um arqueólogo ao ir à Serra do Evaristo confirmou minhas suspeitas de ali ter sido antes uma tribo antes da Guerra dos Bárbaros e quando escravos fugiram dos portugueses fizeram de lá uma comunidade quilombola que não fora achada pelo difícil acesso.

Confirmou-se de ali ter sido uma tribo porque haviam urnas funerárias, um modo muito antigos de muitas tribos indígenas enterrarem seus corpos, dentre elas os Marajoara.

Dos Jês é que formaram tribos como Jenipapos, Paiacus, Canindés, Baturetês, e diversas outras que estão no meio dos chamados Tapiuas pelos Tupis, mas tapuia nunca foi uma tribo indígena e sim significa uma espécie de "Não-Tupi", estrangeiro, bárbaro ou inimigo.

Canindé também é um nome que outras tribos deram a esta pelo fato de amarrarem a cabeça para ficar chata, significando a palavra Canindé ao pé da letra "Cabeça Chata".

Mas, a história dos jês é mais antiga ainda e se espalha por todo o Brasil e além do Brasil na verdade. Agora chamados de Macro-Jês.

sexta-feira, 28 de março de 2014

À LUZ DO NIILISMO



À LUZ DO NIILISMO


Alusão, ilusão en la lux
Nix que não me deixa dormir
Clarão mental que não é frenesi
Litoral: litros de mim que se vão

Clarins, jasmins, querubins
É tudo não
Vão, vapor, vastidão
Não sou russo nem Renato

Disparo, disparate, lirismo inato
Ou bala de arremate sem chá
Xeque d’en passant salutar
Os lunáticos têm razão

O niilismo ultrapassa Nietzsche
Talvez por isso a rima enriste irrite

Ateu Poeta
28/03/2014

sábado, 15 de março de 2014

INEFÁVEL

sábado, 15 de março de 2014

INEFÁVEL



INEFÁVEL

Inefável flor
Meu coração acelera diante de ti
O sol é quimera que queima minha solidão
À tua janela há um mundo vão

Onde não protagonizo
Aprendi a ser Narciso
Para tentar sobreviver
Ícaro se deixou fenecer pelo desir

Agora só me importa o que há de vir
Não cultivo mais o jardim onde nasceste
Nem me importa o teu perfume ímpar
És incógnita, busco aforismos

E não algoritmos
De falso lirismo

Ateu Poeta

15/03/2014

sexta-feira, 14 de março de 2014

CURTA ATEU POETA NO FACEBOOK

http://jornaldelfos.blogspot.com/2014/03/curta-ateu-poeta-no-facebook.html

CURTA ATEU POETA NO FACEBOOK


CURTA ATEU POETA NO FACEBOOK

(PERSONAGEM FICTÍCIO DA LITERATURA BRASILEIRA)

Sobre:

Ateu Poeta é um dos pseudônimos do personagem Amadeu, que é um dos heterônimos do Historiador Aroldo Filho.

Biografia: 

Ateu Poeta é um dos pseudônimos de Amadeu; um deputado federal boêmio, espadachim, capoeirista e violeiro que é apaixonado pela enfermeira Isadora, a mulher de Heitor; um judoca maior, mais forte e mais arisco que Amadeu.


Amadeu é um vilão que faz duplo papel, lutando por vezes ao lado de Heitor contra males maiores. Mas, a parceria dos dois se rompe pelo mesmo motivo: a disputa pelo coração de Isadora.

Prêmios:

2° e 4° lugares,consecutivamente, no 1° e 2° concursos de poesia da comunidade do Orkut"Vamos Escrever um livro?"(2009 e 2010) com as poesias : Os Anjos Tocam Violino & Sinfonia Magnética.

2° Lugar em concurso de pensamento na comunidade "Grupo de Poesia" no Facebook (2012) com o pensamento: A poesia aceita aquilo que não podemos suportar: a alegria que não cabe no peito e a tristeza que afogaria o mar.

Ateu Poeta, O QUESTIONADOR
14/03/2014

quarta-feira, 5 de março de 2014

AERODINÂMICOS

AERODINÂMICOS


AERODINÂMICOS

Cap 1: O SALTO

Você nasceu para voar. Pode aceitar essa verdade ou não. E como eu sei? Bem, meu nome é Dínamo, ou pelo menos foi um dia. Agora prefiro que me chamem Eros. Ou melhor, eu sou um aerodinâmico. 

Um certo dia eu estava na casa dos meus avós maternos e simplesmente me deu aquele impulso e eu abri os braços e sai correndo para fora da casa, dei um pulo e planei um pouco. Minha prima perguntara como eu fiz aquilo, mas eu não saberia responder.

O ano é 2100, e a evolução veio mais rápido do que os cientistas do passado esperavam. Aprendi na escola que o mundo já foi um lugar verde e que a água já fora potável a menos de um século. Que todo esse lixo não estava aqui e que mesmo assim os homens faziam muita guerra. 

Eu moro no ultimo canto verde que restou, o Vale Vulcano, que fica dentro de um antigo vulcão desativado. Muito da História de perdeu no tempo e queimado nas várias guerras. Não sabemos muito como é lá fora, pois o nosso vale produz todo o alimento do qual precisamos. Não existem muitos exploradores e eles fazem um pacto com o rei de não contar para os outros o que veem lá fora.

Por acaso eu acabei descobrindo quando corri mais e mais e acabei planando. Mas um dia o rei mandou me chamar.

_Dínamo, é esse o seu nome?

_Sim, meu rei.

_Eu fui informado de que você tem uma habilidade rara de plainar. 

_De fato. Mas é uma coisa assim quase nada. Meu sonho mesmo era voar como um pássaro. Acho que esse era o sonho dos nossos ancestrais.

_Blasfêmia! Você não é um deus como Eros e jamais poderá voar. Se ainda for pego plainando por aí será preso por traição ao nosso deus!

_Entendo, meu rei.

Naquela ocasião, assim com a corda no pescoço, eu prometi nunca mais tentar voar. Mais aquilo era mais forte que eu e eis que um dia fui até a beira do vale e pulei. E para falar a verdade eu simplesmente cai e cai. Só me veio à mente um pensamento: _É hoje que eu morro!

Ateu Poeta
06/03/2014

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

CAVALEIRO FANTASMA

CAVALEIRO FANTASMA


CAVALEIRO FANTASMA
Vendeu a alma ao Diabo
Por algum ideal
Ao ser enganado
Viu vontade maior

Mudou de planos
Traçou seu norte
Fez do erro sua sina
Virou herói sem temor

 Vaga à noite
Mas, tudo é mera ilusão
Quantos cavalgam pelo mundo
Sem nenhum alazão

Poder ou sorte 
De pé no chão?

Ateu Poeta
O QUESTIONADOR

Pacoti-CE, 13/01/2014